Aventura de Fusca: conheça a dupla que 'atrai protestos' por onde viaja

Devido protestos no Equador, Raphael Prata e Adriano Medeiros passaram 30 dias presos no país; Além disso, Lya deu o primeiro problema que deixou a dupla sem sair do lugar

Dupla passou por Equador, Colômbia e estavam no Panamá - Foto: Raphael Prata/ND

"Certeza que deve ser a gente. Onde passamos tem protestos". Foi assim que Raphael Prata e Adriano Medeiros definiram sua experiência após visitar mais um país em conflito político. A dupla ficou 30 dias presa no Equador porque as estradas e ruas estavam fechadas devido aos conflitos que os equatorianos enfrentavam nas últimas semanas. Com eles a companhia de um Fusca azul, batizado de Lya.


Dupla passou por Equador, Colômbia e estavam no Panamá - Foto: Raphael Prata/ND

Mesa de negociações

Mesmo com as semelhanças nos países por onde passaram, ainda assim a dupla desfrutou de momentos inéditos na viagem. No Equador desde 18 de setembro, hospedados na casa de um economista do governo local, eles conseguiram acompanhar de perto o que estava acontecendo pelas ruas e bastidores do poder.

"O governo atual resolveu cortar os subsídios no combustível e de outras partes que atacou diretamente no preço de transporte e alimentos. Isso causou uma revolta generalizada no cidadão equatoriano", disse Adriano.

Além disso, a dupla assistiu por meio de uma transmissão ao vivo no país a uma mesa de negociações. Composta pelo presidente, um representante da ONU (Organização das Nações Unidas) e indígenas representando o povo, a reunião serviu para cada um falar ao povo equatoriano.

No entanto, Raphael e Adriano contaram que os indígenas conseguiram sintetizar o clamor público: "que o governo cumprisse suas promessas de campanha, além de reforçar a inconstitucionalidade das medidas".

Mas nem só de política foi a experiência equatoriana. A dupla de brasileiros elogiou a gastronomia do país, principalmente os temperos. Mesmo sem conseguir visitar destinos planejados, conheceram uma parte que poucos conseguiram acompanhar para contar. Depois que a paz foi retomada com as reivindicações populares atendidas, eles puderam seguir caminho.

O sétimo país da viagem

A ansiedade para entrar em solo colombiano teve que ser contida. Devido ao fechamento das estradas para reformas, a polícia pediu para a dupla passar a noite na fronteira, para entrar no país em 18 de outubro.

Seguindo caminho após o sol reinar, algo chamou atenção do viajantes: a forte presença do exército nas estradas e o comportamento dos militares, sempre solícitos.

"O colombiano que nos hospedou em sua casa, em Medellin, explicou que eles são assim mesmo, gostam de cumprimentar porque sabem que estão ali pelo povo e respeitam o cidadão colombiano. E que o seu trabalho é proteger" falou Adriano.

Seguindo pela paisagem montanhosa e o clima quente da Colômbia, a dupla não conseguiu visitar mais um local que estava no seu roteiro: a fazenda de Pablo Escobar. O tempo curto e a necessidade de chegar em Cartagena das Índias não permitiram. Lá, era preciso embarcar o Fusca Lya num navio para o próximo destino, o Panamá.

Além disso, adivinhe? Mais protestos, desta vez pelas ruas de Medellin, onde até a prefeitura foi incendiada: "certeza que deve ser a gente, onde passamos tem protestos".

Reparos em Lya antes de seguir em frente

Depois de 26 mil km, o Fusca deixou a dupla sem andar para frente ou para trás devido à quebra do pivô inferior direito no lado dianteiro. A peça custa apenas R$ 40 no Brasil, mas não foi fácil de achar em dias de feriado na Colômbia.


Lya ficou no chão após quebrar o pivô - Foto: Raphael Prata/ND

Por sorte, um mecânico de uma cidade vizinha a Medellin ajudou a dupla, que passou mais de seis horas até o concerto da peça para seguir rumo à cidade portuária de Cartagena das Índias para, enfim, despachar Lya até o Panamá.

O valor total investido para atravessar o carro no contêiner foi de R$ 9 mil. O embarque no navio em direção ao Panamá no dia 8 de novembro. Eles contam que a travessia só foi possível devido à ajuda financeira dos apoiadores e dos seguidores da aventura. Além disso, a conta foi dividida com outros aventureiros do Casei sem Casa, que viajam em uma Land Rover Defender.


Lya dividiu o contêiner com uma Land Rover Defender, de outros viajantes do Casei sem Casa - Foto: Raphael Prata/ND

Panamá

A dupla já se encontra no Panamá aproveitando para experimentar novos peixes e conhecer a praia paradisíaca com águas transparentes da Ilha de Mamey. Já Lya, chegou apenas no dia 16 de novembro no Porto do Panamá.

Em meio às experiências, afinidade com o povo nativo:"O povo daqui é de longe o mais alegre e receptivo que conhecemos de todos os países que passamos. Muita musicalidade, sorrisos e hospitalidade"


A dupla já aproveitou para conhecer as praias paradisíacas do Panamá - Foto: Raphael Prata/ND

Porém, a história sobre o Panamá, oitavo país do trajeto, ficará para uma próxima postagem.

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS


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