Casos de suicídio aumentam

06 Julho 2018 13:38:32

Todos os anos, aproximadamente um milhão de pessoas morrem por suicídio. Com um índice de prevalência de 0,0145% e representando 1,5% de todas as causas de morte, o suicídio é a 10ª maior causa de mortalidade no mundo. Nos EUA, é a segunda causa mais comum de morte entre pessoas de 15 a 34 anos. Aqui no Brasil, são mais de 12 mil casos ao ano e com um aumento de 40% nos últimos 10 anos entre jovens de 15 a 29 anos.

Em Rio do Sul, só nesse ano foram registrados três casos. Já em todo o Alto Vale, onde o Instituto Médico Legal (IML) atua em 29 municípios, incluindo Rio do Sul, 27 casos de suicídios foram registrados. De acordo com a responsável pelo Instituto Médico Legal de Rio do Sul, Renata Brasil, os aumentos dos casos acontecem em junho onde o frio e o inverno iniciam "Quando o tempo está fechado e sem sol, com o clima um pouco mais triste. Sei que existe comprovação científica em relação a isso", comenta.

O trabalho do Instituto Médico Legal (IML) é realizado para o reconhecimento da morte para saber se realmente foi suicídio. "O IML é acionado para fazer a necropsia e a pericia criminal faz perícia no local", explica.

Hoje ainda há um grande mito onde as pessoas comentam sobre o suicídio, que as pessoas se encorajam a cometer o ato, o que não é verdade. Artigos científicos confirmam que na abordagem sobre o suicídio com outra pessoa, um primeiro passo poderia ser simplesmente perguntar-lhe se a opção de acabar com a própria vida é uma intenção naquele momento. No entanto, claro, falar sobre suicídio deve ser cuidadosamente planejado para melhor alcançar a pessoa alvo.

Porém, é preciso diferenciar uma discussão saudável sobre o suicídio da exposição a outros comportamentos suicidas. Ser exposto a um comportamento suicida de membros familiares, amigos e celebridades é um dos principais fatores de risco para o surgimento de um comportamento suicida em outras pessoas".

Anos anteriores

Os números são expressivos: Em 2016 foram registrados 15 suicídios efetivos na cidade de Rio do Sul e em 2017 foram quatro. O desafio agora é combater as tentativas de suicídio, pois o índice permanece alto, em 2017 foram registradas 35 tentativas.

Presença de um transtorno mental

Estima-se que 90% das pessoas que colocam fim à própria vida tenham algum transtorno mental, principalmente transtornos do humor (depressão e transtorno bipolar), transtornos psicóticos e dependências químicas.

A sensação de estar sem saída 

O gatilho usualmente é uma crise grave, um dilema pessoal muito importante, uma situação para a qual não se vê saída. Cientistas calculam que a crise econômica internacional levou a um aumento de casos, sendo responsável por 10.000 "suicídios econômicos" entre 2008 e 2010, por exemplo. Mas ainda assim é difícil que a pessoa se mate sem ter:

- Acesso a meios letais: diante do desespero da situação, com a qual não se consegue lidar por conta de um transtorno mental, atos extremos acontecem. Se for fácil ter acesso a formas eficazes de morrer, a chance de o suicídio é maior.

- Trabalhar armado ou ter arma em casa, não ter rede de proteção nas janelas, lidar com venenos ou drogas, são todos fatores que tornam um ato que talvez fosse impulsivo numa atitude fatal.

Aumentar o esclarecimento sobre os transtornos mentais e disponibilizar tratamentos eficazes

Quanto mais as pessoas conhecem depressão, bipolaridade, esquizofrenia, etc, maior a probabilidade de procurar atendimento, se necessário. Claro que é fundamental que encontrem ajuda quando procurarem.

Oferecer esperança - iniciativas como o CVV (telefone 141), aconselhamentos e mesmo a famosa experiência da ponte coreana mostram que mesmo pessoas em crise podem ser demovidas do plano de morrer se vislumbram alguma saída, coisa que tais iniciativas conseguem fazer. Às vezes, basta alguém dizer que vai melhorar para que o instinto de sobrevivência retome o controle.

Restringir acesso a meios letais 

Essas iniciativas foram bem-sucedidas de todas as formas que já foram implementadas. A troca do gás encanado por gás não letal, o banimento de pesticidas tóxicos, a construção de barreiras em pontes - tudo o que historicamente dificultou um pouco o ato de se matar reduziu as taxas de suicídio.

As pessoas não mudam simplesmente de um meio para o outro, elas repensam a decisão

                                                                                                                                                                                                Fonte: Diário do Alto Vale


 

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