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Covid-19

Covid-19: SC tem a sexta maior média semanal móvel de mortes do país

Na última sexta-feira (8), média semanal móvel atingiu 45 óbitos diários. Boletim vinculado à UFSC indica que pandemia segue em situação gravíssima no Estado

ND+, por BRUNA STROISCH
Foto: Anderson Coelho/ND

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Santa Catarina é o sexto estado do Brasil com a maior média semanal móvel de mortes causadas pela Covid-19. Na última sexta-feira (8), a média semanal móvel atingiu 45 óbitos diários.

Esse patamar elevado fez com que SC passasse a fazer parte dos dez estados do país com maior número de óbitos pela Covid-19.

Os dados são do último boletim do Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense), vinculado à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), divulgado nesta segunda-feira (11).

A pesquisa extraiu informações referentes à pandemia entre os dias 28 de dezembro de 2020 e 8 de janeiro de 2021. Os dados revelam que a pandemia segue em situação gravíssima no Estado e continua em expansão.

A última edição do boletim chama atenção para possíveis efeitos sobre os indicadores por conta do feriadão de Ano-Novo.

Nesse período, a capacidade operativa dos sistemas de saúde fica reduzida e isso impacta diretamente nas informações contabilizadas. O documento prevê que, a partir desta segunda semana de janeiro, esses efeitos já estejam dissipados.


Evolução do número de óbitos

Até esta terça-feira (12), Santa Catarina contabiliza 526.024 casos confirmados e 5.707 mortes causadas pela Covid-19, desde o início da pandemia.

De acordo com o boletim do Necat, no mês de dezembro houve uma forte aceleração do número absoluto de óbitos no Estado, quando ocorreram 1.491 mortes.

O mesmo comportamento vem se mantendo na primeira semana de janeiro de 2021. Até o dia 9 de janeiro, houve 358 óbitos. Em termos geográficos, até agora, 267 municípios catarinenses já registraram mortes pela Covid-19 (90,5%).

Esse cenário já se refletiu no comportamento da média semanal móvel. Segundo o documento, no início do mês de dezembro, esse indicador atingiu a marca de 47 óbitos por dia.

Na semana do dia 17 de dezembro chegou aos 53 óbitos diários, patamar superior ao pico observado em agosto. Em termos percentuais, nota-se um aumento de 29% das mortes na terceira semana de dezembro em relação à primeira semana do mesmo mês.

Tal média caiu para 49 óbitos diários na semana seguinte (24 de dezembro) e atingiu o patamar de 45 mortes diárias no dia 31 de dezembro.

"Essa elevação expressiva da média semanal móvel de óbitos em dezembro, de alguma forma, é reflexo do grande surto de contaminação ocorrido no mês anterior", aponta o boletim do Necat.

Na primeira semana de janeiro de 2021, ao se dissipar os efeitos dos feriados prolongados, a partir do dia 5 de janeiro esses valores voltaram a subir, atingindo o patamar de 45 mortes no dia 8.


Regiões com mais mortes

No período analisado pelo boletim a maior incidência de óbitos foi registrada nas mesorregiões do Vale do Itajaí e Sul.

Na primeira região, observou-se um crescimento expressivo a partir do mês de agosto uma forte aceleração a partir do mês de novembro, comportamento que vem se mantendo até agora.

Já a mesorregião Sul Catarinense apresentou crescimento, especialmente nos dois últimos meses.

Com isso, em termos absolutos, essa mesorregião acabou ultrapassando numericamente os resultados apresentados pela região Norte, sendo atualmente a segunda mesorregião com maior número de óbitos no Estado.

Outro movimento também notado na última semana foi a retomada, em termos absolutos, do terceiro posto por parte da mesorregião Norte.

Contudo, o crescimento de óbitos nos meses de novembro e dezembro na Grande Florianópolis fez com que a região praticamente se igualasse aos números da mesorregião Norte.

As mesorregiões Oeste e Serrana apresentaram crescimento no número de mortes a partir das últimas semanas de novembro, processo que teve continuidade nos mês de dezembro.


Casos e óbitos continuam em ritmo acelerado

O boletim do Necat descreve que entre os dias 28 de dezembro de 2020 e 8 de janeiro de 2021 foram registrados mais 33.080 novos casos, com taxa semanal de crescimento de 7% no agregado estadual. Isso significa que o nível de contaminação da população catarinense continua num ritmo muito acelerado.

Outro aspecto preocupante é que em apenas onze dias foram registradas mais 502 novas mortes, o que indica a continuidade da ocorrência de um número elevado de óbitos,

Além disso, o documento destaca que nos oito primeiros dias de janeiro mais de 22 mil pessoas foram contaminadas pela Covid-19 no Estado, sendo que 331 delas perderam a vida.

"Com isso, a primeira semana do ano de 2021 revela que, tanto os novos casos como óbitos, continuam em um ritmo muito acelerado no estado, indicando que a gravidade da pandemia continua.", conclui o boletim.


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