Rio do Campo

Garota Angélica sonha poder realizar cirurgias plásticas nos EUA

Angélica dos Santos Nascimento e sua mãe Margarete Soares dos Santos. Foto JATV

Angélica dos Santos Nascimento e sua mãe Margarete Soares dos Santos. Foto JATV

Aos cinco anos de vida ocorreu a fatalidade. Na fase mais curiosa e inocente de criança, Angélica jogou um litro de álcool na boca do fogão à lenha. O fato aconteceu no município de Porto União, SC, onde a pequena residia com os pais.

Naquele momento, o desespero tomou conta da família que estava na varanda da casa tomando chimarrão. O pai foi quem conteve as chamas que consumiam a roupa e o corpo de Angélica. Foi o momento mais triste e angustiante da família, a filha com 80% do corpo queimado e correndo risco de vida. "Foi muito triste, mas Deus guardou a vida dela", expressa a mãe da jovem, Margarete Soares dos Santos.

Já no primeiro momento, foram cerca de 18 dias na UTI "Os médicos mantinham ela sedada, pois ela sentia muita dor. Ela ficou cinco meses consecutivos internada", conta Margarete. Angélica realizou o tratamento, incluindo cirurgias, no hospital infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, mas, na adolescência, aos 14 anos, não pôde dar continuidade no mesmo hospital, pois já havia atingido o limite de idade.

Angélica está com 16 anos e comenta sobre suas dificuldades "As queimaduras me deixaram com muitas limitações físicas, principalmente nas mãos e pescoço, e muitas cicatrizes por todo o meu corpo, que me trazem dores físicas e emocionais", diz a garota.

Margarete explica que através do médico de Rio do Campo, Dr. Kleber Andrey Costa, surgiu a oportunidade de a filha dar continuidade ao tratamento, incluindo cirurgias plásticas, em um hospital dos Estados Unidos, no estado do Texas, localizado na região sul do país. "Dr. Kleber entrou em contato com Dr. Eduardo de Joinville que fez contato com uma ONG nos EUA e conseguiram o tratamento dela naquele país".

Todo o tratamento, incluindo cirurgias, bem como as passagens da jovem com acompanhante serão custeadas pela ONG a qual o hospital do Texas faz parte. No entanto, Angélica precisa levantar um valor para poder se manter naquele país durante o tratamento, por um período aproximado de seis meses. "Minha família é grande e humilde, nossa renda familiar é de apenas um salário mínimo para manter meus seis irmãos, meu pai e minha mãe. As dificuldades financeiras limitam ainda mais meu tratamento", lamenta a menina.

Comovida com a situação da garota, a comunidade Riocampese vem se mobilizando através de uma campanha para levantar o valor necessário de estadia nos EUA. Conforme Margarete, as pessoas idealizadoras da companha são da equipe do CRAS de Rio do Campo, Carine, Adenilse e Ducinéia.

Também com a ajuda do Dr. Kleber, Angélica já fez o passaporte "Fui com o Dr. Kleber para São Paulo para pegar o visto", conta.

Margarete diz estar muito agradecida pela atitude das pessoas em prol da saúde da filha "Deus que ilumine todas essas pessoas que estão ajudando na campanha. Nós não temos de onde tirar esse valor. E especialmente somos muito gratos ao Dr. Kleber que está ajudando muito, pois se não fosse por ele nós não tínhamos conseguido esse tratamento nos EUA", afirma a mãe e acrescenta "É o sonho dela poder arrumar as mãos e as demais partes afetadas. Nós nem imaginávamos que teríamos essa oportunidade".

Mãe e filha são unânimes quando o assunto é gratidão "Nossa gratidão é ao Dr. Kleber".

A ansiedade pelo momento do tratamento nos EUA toma conta do coração de Angélica "Será um momento emocionante. É um sonho pra mim e creio que vai virar realidade", afirma.

Esta história comovente está movimentando o Alto Vale. Quer fazer parte do sonho desta família? Participe da campanha 'Todos pela Angélica', através do link abaixo: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-pela-angelica-angelica-santos-do-nascimento

Dr. Kleber conta como surgiu a oportunidade de ajudar Angélica

 Diante dos relatos de extrema gratidão da jovem Angélica e sua família ao médico Riocampense Dr. Kleber Andrey Costa, a equipe do JATV   procurou o profissional de saúde para saber de que forma ele conquistou o tratamento para a jovem nos Estados Unidos.  

 "Conheci a menina Angélica através de reuniões da rede de assistência social, onde me foi solicitado que fizesse o atendimento dela. Isso em   uma segunda passagem da menina pela cidade", conta Kleber.

 Sensibilizado com a situação da garota, devido ao seu crescimento e a falta de elasticidade da pele, consequentes às seguidas cirurgias que   vinha  lhe causando desconfortos e interferindo em seu desempenho escolar, Dr. Kleber, quando surgiu uma oportunidade, buscou ajuda. "Queríamos auxiliá-la a retomar os tratamentos", afirma.

 Costa explica quais foram os caminhos necessários para conseguir o tratamento no exterior "No ano passado, nós da equipe do CRAS e ESF -   Estratégia Saúde da Família, já tentávamos reinserir Angélica no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, no qual ela já era paciente,   entretanto devido ao avanço da idade ela deixou de poder receber atendimentos naquele local e lhe foi orientado que buscasse atendimento em   hospital de adultos", relata.

 Neste tempo, Kleber conta que participou de uma palestra onde se falou da possibilidade de tratamento de crianças queimadas no Estados   Unidos, através do Shriners Club de SC, o qual é filiado ao Shriners Club Internacional, que é mantenedor de 22 hospitais nos EUA, Canadá e   México que são os Shriners for Children Hospitals, especializados em tratamentos de crianças, especialmente queimaduras, doenças ortopédicas,   lábio leporino e fenda palatina, entre outros. "Ao fim da palestra, procurei o palestrante que me deu seu contato, pedindo para que no dia seguinte   mandasse pra ele fotos e um breve relato do caso da Angélica que ele estaria encaminhando", revela o médico e acrescenta "Isto foi em agosto   de  2018".

 Uma boa notícia Kleber recebeu no início deste ano. "Um cirurgião plástico de Joinville entrou em contato comigo para que viabilizássemos a ida da Angélica a Joinville para uma avaliação e o preenchimento da documentação inicial. Esse relatório foi encaminhado ao Shriners Hospital de Galveston, no Texas. Após alguns meses, este médico de Joinville me solicitou que começasse a providenciar a documentação para a possível ida da Angélica aos EUA", explica.

Com a ajuda de algumas pessoas do Alto Vale, Dr. Kleber conseguiu arcar com os custos de passaporte, visto americano, passagem aérea para SP e hotel. "Angélica já está com toda a documentação pronta pra viagem aos EUA", diz Costa.

"Neste meio tempo recebemos a ótima notícia de que o Hospital de Galveston aceitou a menina Angélica para uma avaliação inicial. Os custos de passagens aéreas para o Texas serão arcados pelo Shriners Club de SC. Mas os futuros gastos de quando ela for para o tratamento, serão divididos em três partes: passagens (Shriners de SC), tratamento hospitalar (Shriners Club Internacional) e gastos extra-hospitalar e acompanhante. Para esta terceira parte, para gastos extras, a comunidade Riocampense está mobilizada em uma campanha de arrecadação", explica o médico.

Segundo Dr. Kleber, Angélica é a primeira criança de SC a ser encaminhada para tratamento desta forma. "É uma oportunidade única para Angélica. Um dos objetivos do Shriners Club Internacional é dar melhores condições e qualidade de vida às crianças que passam por situações traumáticas e com sequelas, ou que nasçam com malformações congênitas", comenta.

Questionado sobre o sentimento de poder ajudar Angélica, Dr. Kleber afirma: "Acredito que um dos principais nortes da minha profissão é tornar as pessoas felizes. E se eu puder ter ajudado a proporcionar à Angélica um futuro mais feliz, já terá valido a pena", finaliza.

Jornal A Tribuna do Vale



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