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Padre Gilson

Padre de Rio do Campo 'bate forte' em fechamento de igrejas

'Chega dessas decisões de cima pra baixo. Chega dessas novas ditaduras em nosso país. Ditaduras disfarçadas de boas intenções'

Um barco desgovernado: Essa é a melhor analogia para o momento presente em todos os contextos e poderes. Quem já observou um barco em alto mar, sendo levado pelo vento de um lado a outro sem nenhuma direção sabe como é angustiante essa cena. É a cena do nosso Brasil. Entrou nesta cena no início do ano um vírus vindo da China (País não confiável, ditadura comunista). Os meios de comunicação, de forma especial a Rede Globo, no início relativizou. "não é nada" "pode pular o carnaval" e agora em julho de 2020 já contamos com mais de 90 mil mortos. O STF concedeu aos estados e Municípios a incumbência de tratar/cuidar, ou seja, tirou o poder do governo federal. E assim estamos navegando. Somando-se a isso a corrupção e politização do vírus, infelizmente não sabemos viver como nação. Não somos um povo coeso e não temos o senso de coletividade. O "tranca tranca" louco no início levou-nos ao pânico geral. Como já perdemos os referenciais cristãos na cultura, muitos gestores se preocuparam em fechar as Igrejas, como se o vírus fosse à Igreja rezar e levar as pessoas ao erro.

O barco desgovernado segue sua jornada. Não sabemos o porto que esse barco vai chegar, pois os ventos das incoerências ora nos levam para um lado, outra hora nos leva para outro. No começo disseram que deveríamos ficar em casa para se arrumarem leitos nos hospitais, para não colapsar o sistema. Mas pergunto: Como vamos arrumar leitos e a saúde em tão pouco tempo se a saúde foi descuidada durante décadas? O que nos consola ainda é que existe o SUS, mesmo com suas falhas. Esse vírus somente escancarou nossa realidade de miséria, corrupção e safadeza em todas as esferas. Vivemos uma realidade de erro em cima de erro. E o povo pobre é quem mais sofre. E os ricos ganhando muito dinheiro. No meio de tudo isso, a Igreja é refúgio de esperança, um bálsamo em meio às feridas do nosso tempo. Infelizmente alguns, uma turma diabólica, quer minimizar a importância da Igreja. Não enxergam a dimensão social das Igrejas, sejam elas católicas ou Evangélicas, que promovem campanhas pela vida e disseminam a solidariedade além do conforto espiritual. Sendo assim, podemos afirmar com letras maiúsculas que as Igrejas prestam um relevante serviço à sociedade e são órgãos vivos de amor.

Como Cristãos não podemos nos calar diante dos desgovernos em todos os poderes. Não podemos cruzar os braços diante da cultura do "tranca tranca" sem um diálogo com a sociedade. Chega dessas decisões de cima pra baixo. Chega dessas novas ditaduras em nosso país. Ditaduras disfarçadas de boas intenções. Vamos dobrar nossos joelhos clamar a misericórdia divina. Vamos reacender nossa fé, pois diante do mar agitado, existe uma embarcação que nos guia ao porto seguro. É a embarcação de Cristo. E todos aqueles que obedecem a sua palavra podem entrar e juntos vivendo o amor e o cuidado sincero um para com o outro chegaremos no porto seguro.


Coluna do Padre Gilson Siqueira - especial para o Jornal A Tribuna do Vale

 

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