Aumento na verba para campanha eleitoral mostra anseio por novo Brasil ainda sufocado

Aquele anseio o cidadão brasileiro de passar o Brasil a limpo, expresso por meio do voto, continua sufocado. A representação no Congresso Nacional permanece concentrada nos benefícios próprios e na sobrevivência. É claro que não são todos, mas os bons acabam pagando pelos maus. Na verdade, nós aqui de baixo pagamos pelas decisões lá de cima. E o exemplo claro de tudo isso é a questão do Fundo Eleitoral. Não bastava o dinheiro do nosso imposto ser usado para bancar campanha política, agora, essa verba será aumentada.

Pelo menos é a situação de momento, com base na decisão da Comissão Mista do Orçamento, que é composta por deputados federais e senadores, e que aprovou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2020. De acordo com o projeto, valor do Fundo Eleitoral será reajustado em quase R$ 2 bilhões.

Desde que a doação de empresas privadas foi proibida, as legendas contam apenas com doações limitadas de pessoas físicas e com o Fundo Eleitoral. No ano passado, esse mecanismo liberou R$ 1,3 bilhão. Agora, na LDO de 2020, o valor pode subir para R$ 3,7 bilhões.

Conforme o texto da LDO, está previsto um rombo de R$ 124 bilhões no Orçamento do ano que vem. Ou seja, por mais um ano, o governo vai ter um orçamento negativo. Quem sabe esse seja um motivo para os deputados e senadores colocarem a mão na consciência e rejeitarem esse amento. Pode faltar dinheiro para a Educação, a Saúde, a Infraestrutura, mas sobrar para a campanha política? A esperança está na votação em plenário reverta esse cenário.

O que é?

A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) estabelece metas e prioridades para o uso do dinheiro da União. É o texto que determina quanto vai para cada setor ou área do governo. O Fundo Eleitoral, aquela verba que sustenta os partidos políticos, tem seu tamanho estabelecido pela LDO.

Fio de esperança

Como não poderia ser diferente, não dá para colocar todo o Congresso Nacional na vala comum. Alguns deputados e senadores já estão se manifestando contra o aumento. Um expoente dessa reação é o partido Novo, do deputado Gilson Marques. Quem também se manifestou nesse domingo, Dia dos Pais, foi o senador Jorginho Mello (PL). Segundo o catarinense, que já votou contra o Fundão em 2017, "o recado das urnas nas eleições de 2018 pedindo por mudança e transparência na política foi claro".

Por: Altair Magagnin/ ND RIC

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