Operação Chabu: TRF4 determina volta de Gean Loureiro ao cargo de prefeito de Florianópolis

25 Junho 2019 08:16:00

Desembargador revogou medidas cautelares contra o gestor. Operação da PF investigou vazamento de operações policiais.

Gean Loureiro concede entrevista no gabinete do prefeito em Florianópolis na noite desta segunda-feira (24) ? Foto: Jean Raupp/NSC TV


Gean Loureiro concede entrevista no gabinete do prefeito em Florianópolis na noite desta segunda-feira (24) ? Foto: Jean Raupp/NSC TV

O desembargador federal Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), revogou nesta segunda-feira (24) as medidas cautelares contra o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido). A decisão permite a volta dele ao cargo de chefe do Executivo municipal.

Em coletiva na noite desta segunda na prefeitura, Loureiro afirmou que se sente absolvido: "Foi eliminada qualquer restrição contra a minha pessoa. A própria decisão do desembargador já relata ponto a ponto e demonstra que eu não tenho nenhum tipo de participação. Isso praticamente já traz uma avaliação de absolvição de todos os fatos que não precisavam ter acontecido, nem com mandado de busca e apreensão, nem com meu encaminhamento à Polícia Federal".

Loureiro chegou a ser preso no dia 18 de junho, durante a Operação Chabu, da Polícia Federal, que apura o vazamento de informações sigilosas de operações policiais. Outras seis pessoas foram presas temporariamente, sendo que todas já estão em liberdade. Foram cumpridos ainda 23 mandados de busca e apreensão.

Além do prefeito, também são investigados empresários e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Na decisão, o desembargador considerou que "nenhum novo elemento surgiu" durante busca e apreensão e determina o retorno imediato dele ao exercício do mandato. O Ministério Público Federal (MPF) fez manifestação favorável ao retorno de Loureiro ao cargo. Já a PF foi contra.

Coletiva

Durante a coletiva nesta segunda, Loureiro também disse que não fez e não pretende fazer nenhum contato com as outras seis pessoas que foram presas na operação e que já foram apresentados os argumentos da defesa dele no inquérito da PF.

Prisão de Loureiro

O prefeito ficou menos de 24 horas preso e foi liberado após prestar depoimento. Durante o afastamento de Loureiro, o vice-prefeito, João Batista Nunes (PSDB), assumiu interinamente. O motivo da prisão não foi informado pelo TRF4. O prefeito também nega irregularidades.

Operação Chabu

A PF apurou, após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, em agosto de 2018, que o grupo suspeito construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários e servidores da PF e da PRF lotados em setores de inteligência e investigação, com o objetivo de atrapalhar investigações em curso. A ideia era proteger os políticos envolvidos em troca de vantagens financeiras e políticas.

Além de vazar informações, o grupo é suspeito também de contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar 'salas seguras' à prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas, segundo a PF.

Os investigados são suspeitos de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, e tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa. 

O nome "Chabu" significa dar problema, dar errado, falha no sistema, usado comumente em festas juninas quando falham fogos de artifício. Conforme a PF, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a ocorrer.

G1 SC


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