15 de maio, dia do Assistente Social

JATV
Foto: Arquivo Pessoal

O Dia do Assistente Social é comemorado anualmente em 15 de maio. A data celebra o profissional dos Serviços Sociais, dedicado na luta por melhores condições de vida, saúde e trabalho para os grupos sociais mais desfavorecidos ou 'à margem da sociedade'. É um membro ativo na luta pelos direitos humanos.

A função de um Assistente Social é bem ampla na questão da humanização do cidadão. Esse profissional é responsável em trabalhar as diversas manifestações das questões sociais, para isso ele analisa, elabora, coordena e executa planos, programas, projetos viabilizando os direitos da população e seu acesso às políticas sociais, como saúde, educação, previdência social, habitação, assistência social e cultura. Verifica-se a situação de vida e orienta-se pessoas, famílias e grupos para acessar os direitos, os serviços disponíveis. O Assistente Social elabora laudos, pareceres e estudos sociais e trabalha articulado a outros profissionais dentro de uma rede socioassistencial.

Elisangela Beatriz dos Santos Teczak, de 40 anos, atua como Assistente Social há 17 anos, os nove primeiros no estado do Rio Grande do Sul e há oito anos, em Santa Catarina. Neste período já atuou em Rio do Campo e hoje é efetiva em Santa Terezinha, na Gestão da Política de Assistência Social.

Ao explicar por que Elisangela escolheu essa área para atuar, a profissional definiu "Assim como muitas crianças no Brasil, tive uma infância com muitos dos meus direitos violados, cresci tendo a certeza que precisava trabalhar na proteção e garantia de direitos para as crianças e encontrei nesta profissão a oportunidade de contribuir para uma vida mais digna e justa para todos os cidadãos, crianças, jovens, adultos, idosos e deficientes", enumera.

Conforme Elisangela, o maior desafio que ela já enfrentou e ainda enfrenta em sua atuação como Assistente Social é a falta de conhecimento por parte de outros profissionais e gestores, e ainda, a questão burocrática. "Nesses 17 anos de atuação o que mais dificulta a atuação do Assistente Social é a falta de conhecimento por parte de outros profissionais, de gestores, das atribuições privativas deste profissional, da falta de comprometimento no atendimento às situações, onde por vezes o profissional Assistente Social precisa se impor para conseguir garantir o direito do cidadão. E onde se observa que muitos encaminhamentos que poderiam já ter sido feito por outros profissionais para a solução da questão são terceirizados ao profissional. É preciso respeito e liberdade de atuação para o profissional que tem em seu código de ética um projeto ético político definido", afirma Elisangela.

Para a profissional, o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido vale mais que qualquer valor monetário "E quando esse reconhecimento vem de uma pessoa, uma família ou grupo ao qual você atendeu é melhor ainda. Um exemplo, dentro de várias atuações é o atendimento à criança vítima de violência e que com a atuação profissional se consegue fazer a proteção desta criança e minimizar os traumas. Quando olho no rosto desta criança e constato que está feliz, segura, amada, cuidada é minha maior recompensa, sinto-me realizada e revigorada", expressa.

Ações contra o abuso e a exploração sexual infantil, em Santa Terezinha

A Política de Assistência Social trabalha nas diversas expressões da questão social, principalmente às situações de vulnerabilidade e risco social, onde se enquadra o abuso e a exploração sexual. O principal trabalho desenvolvido é de Prevenção, através de campanhas informativas, de orientação à família, grupos, escolas, articuladas com outras políticas públicas. Mas quando há violação dos direitos, esta política atua na proteção e no fortalecimento dos direitos das vítimas, explica Elisangela. "Através do Serviço de Proteção Social Especial os usuários e famílias são acolhidos, orientados, acompanhados, sendo a intervenção com outros serviços da rede de Proteção Social do Sistema de Garantia de Direitos como Ministério Público, Conselho Tutelar, Poder Judiciário".

"Temos como norte o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Plano Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente de 12 de julho de 2000, onde definiu-se diretrizes para as políticas, programas e serviços de enfrentamento à violência sexual: análise da situação; mobilização e articulação; defesa e responsabilização; atendimento; prevenção; protagonismo infanto-juvenil", enumera a Assistente Social.

Quanto ao número de casos e índices de abusos e exploração sexual infantil registrados no município de Santa Terezinha, a Assistente Social Elisangela afirma que não há dados compilados estatísticos sobre o índice de abuso e exploração, "Mas neste ano de 2018, até o mês de maio, temos notificado e comprovado 1 caso que envolve está violação, que vem sendo atendido e acompanhado pela rede de proteção. E outros ainda sendo acompanhados onde se tem suspeita, mas que por diversos fatores ainda não se pode afirmar. Existe muita resistência em denunciar, em se comprometer, por medo, vergonha e outros, apesar de estarmos sempre divulgando sobre a denúncia anônima", conta Elisangela.

Sobre os projetos da Assistência Social de Santa Terezinha para esse assunto, a prevenção é o foco principal, garante a profissional "Já no inicio do ano, em parceria com a Rede de Proteção Social se elabora um Plano de Ação, com objetivos e ações a serem desenvolvidas no decorrer do ano, em consonância com o nosso Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente, sempre com vista ao enfrentamento e prevenção através de palestras informativas, teatros educativos, campanhas, distribuição de materiais informativos, trabalho em grupos (idosos, famílias, mulheres) sendo um trabalho contínuo que ganha maior ênfase no mês de maio, no dia 18, dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes", finaliza Elisangela Beatriz.


 

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