Operação Pedra Angular da Polícia Civil de Taió prende sócios da Unii Trading

Foi por pirâmide financeira e lavagem de dinheiro


A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu na manhã de hoje, em 8 cidades do Estado (Taió, Pouso Redondo, Rio do Sul, Ituporanga, Blumenau, Jaraguá do Sul, Itajaí e Balneário Camboriú), 16 mandados de busca e apreensão e prendeu os 3 (três) sócios da empresa Unii Trading, sendo dois em Pouso Redondo e um em Itajaí, segundo o delegado Jackson Guasselli Pessoa, da Delegacia de Polícia de Taió, responsável pela investigação, que também afirmou que a apuração começou há dois meses. As prisões são temporárias por cinco dias.

Pelo Poder Judiciário, a pedido da Polícia Civil, foi determinado o sequestro de 9 (nove) veículos e 1 (um) terreno adquiridos pelos suspeitos com o dinheiro arrecadado das vítimas. Somados o valor desses bens alcança aproximadamente 1 (um) milhão de reais.

Os suspeitos tiveram, ainda, os ativos financeiros e contas bancárias bloqueadas. Apenas no ano de 2019 eles movimentaram em suas constas bancárias cerca de 25 (vinte e cinco) milhões de reais.

O valor movimentado pelo grupo criminoso supera em muito esse montante, já que boa parte do dinheiro recebido não transitava pelas instituições bancárias.

A operação Pedra Angular coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Taió apura a prática de crime contra a economia popular (pirâmide financeira) e lavagem dinheiro praticados pelos suspeitos por intermédio da empresa Unii Trading que tem matriz em Pouso Redondo e filiais nas demais cidades do Estado.

Os investigados prometiam lucros exorbitantes a partir dos valores investidos pelas vítimas - até 400% em um ano. Os investimentos iam de R$ 500,00 até 1 (um) milhão de reais.

Quando questionados sobre a alta lucratividade os suspeitos alegavam que os valores eram aplicados em opções binárias, atividade essa não regulamentada no Brasil pela Comissão de Valores Imobiliários.


Como dito, o plano de fundo utilizado pelos suspeitos era o de que os valores seriam aplicados no mercado financeiro, justificando assim os altos rendimentos. A Polícia Civil apurou, no entanto, que se tratava de uma legítima pirâmide financeira, de modo que o pagamento das vítimas que já haviam investido só era possível mediante o ingresso de novos clientes e aporte de novos valores.

Isso foi constato também em razão da abertura de novas filiais das empresas em diversas cidades do Estado, expandindo, assim, a área de atuação e aumentando a captação de novos investidores para sustentar a pirâmide.

Nos últimos dias, inclusive, foram obtidas informações de que os investigados já não estavam mais conseguindo realizar o pagamento das vítimas e havia suspeitas de que eles planejavam deixar o país.

O nome da operação, Pedra Angular, faz referência à construção das pirâmides, que eram erguidas a partir de uma pedra angular que dava sustentação a todo o monumento. Ruindo essa pedra, todo o sistema desmorona.

As buscas ainda estão em andamento e mais detalhes da operação serão divulgados em coletiva de imprensa na Delegacia de Polícia Civil de Taió, às 15h00min.

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