Editorial

Prevenir é melhor que remediar

Tribuna do Vale

Todo mundo conhece esse ditado, mas pouca gente o coloca em prática. No modelo de saúde atual, opta-se por esperar a doença aparecer, para daí sim implementar o 'tratamento', que raramente é curativo. E o resultado disso é que o Brasil é hoje o nono maior consumidor de medicamentos do mundo e a previsão é que alcance a sétima posição, em quatro anos.

Especialistas em medicina preventiva e longevidade, esclarecem que as quatro doenças crônicas de maior impacto mundial: doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doenças respiratórias; têm quatro fatores de risco em comum: o tabagismo, a inatividade física/sedentarismo, alimentação não-saudável e consumo nocivo de álcool e outras substâncias. O que esses fatores têm em comum é que todos podem ser evitáveis.

Segundo médicos, a causa mais comum de mortes no Brasil são as doenças cardiovasculares. Elas matam cerca de 820 brasileiros a cada dia no país, e são responsáveis por 16,2% dos gastos com saúde pública, o que significa cerca de R$ 10,7 milhões por dia, apenas revendo os dados do SUS.

Outro fator com grande impacto é o tabagismo. Aproximadamente 18% da população é fumante, e este grupo gasta 26% a mais em saúde. Os fumantes ficam 114% mais tempo internados e faltam 40% mais vezes ao trabalho.

Outro monstro silencioso é o sedentarismo. 60 a 70% dos brasileiros são sedentários. Isto implica em 36% mais despesas com saúde, e quando internados, ficam 54% mais tempo nos hospitais.

Um estudo divulgado por uma revista americana revelou que 37 milhões de mortes prematuras no mundo inteiro poderiam ser evitadas até 2025, caso a população adotasse um estilo de vida mais saudável, sem cigarros, álcool e com alimentação regulada, sem sal, por exemplo. Esses números demonstram a importância de se começar e evitar a doença, e não somente tratá-la.

Especialmente em Rio do Campo, duas médicas cubanas tentam, dentro do tempo disponível e das condições atribuídas, implantar na mente de seus pacientes esta realidade assustadora. Acostumadas com Cuba, a pátria-mãe, onde a prevenção à saúde é regra base da sociedade, Dra. Vivian e Dra. Yeni, integrantes do Programa 'Mais Médicos', constrangem-se e preocupam-se com a população brasileira que prefere o alto consumo de medicamentos ao invés da prevenção. Mas convencer um povo que, em sua maioria, é acostumado usar seu tempo para os compromissos e responsabilidades, a parar e cuidar mais da saúde, é quase que 'comprar briga'.

Esta não é uma referência à totalidade da população, mas é fato que a maioria das pessoas só param quando a doença se manifesta e muitas vezes ela precisa gritar bem alto para que a pessoa dê atenção. É lamentável constatar que as preocupações e os compromissos são mais importantes do que a única pessoa que pode desenvolvê-los.

Previna-se!




colunas

Luiz Carlos Prates


Apóstolos Olímpio e Iracema




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