Editorial

Você sabe o que é um editorial?

17 Fevereiro 2017 11:21:00

Tribuna do Vale
Foto: JATV
Elenice Weber Apodaca, responsável pela revisão textual e editorial do Jornal A Tribuna do Vale

O editorial é um tipo de texto utilizado na imprensa, especialmente em jornais e revistas, que tem por objetivo informar, mas sem obrigação de ser neutro, indiferente.

É comum se ter uma seção chamada Editorial na mídia impressa.

Então, a objetividade e imparcialidade não são características dessa tipologia textual, uma vez que o redator dispõe da opinião do jornal sobre o assunto narrado.

Logo, os acontecimentos são relatados sob a subjetividade do repórter, de modo que evidencie a posição da mídia, ou seja, do grupo que está por trás do canal de comunicação, uma vez que os editoriais não são assinados por ninguém.

Assim, podemos dizer que o editorial é um texto mais opinativo do que informativo.

O editorial possui um fato e uma opinião. O fato informa o que aconteceu e a opinião transmite a interpretação do que aconteceu.

Pelas características apontadas acima, podemos dizer que o editorial é um texto: dissertativo, pois desenvolve argumentos baseados em uma ideia central; crítico, já que expõe um ponto de vista; informativo, porque relata um acontecimento.

O jornal que apresenta matérias excessivamente críticas e opinativas e que não possui um ambiente separado para editoriais é considerado "de opinião"!

Contudo, contrariando o fato do editorial levar em consideração a opinião do jornal como um todo, muitos editoriais de revista mostram apreciações feitas por autores que assinam o texto e muitas vezes até mostram o rosto em uma foto!

Por Sabrina Vilarinho, Graduada em Letras - Equipe Brasil Escola

Mais colocações sobre a elaboração de um editorial 

Um editorial é um artigo que apresenta a opinião de um grupo sobre determinada questão; por causa disso, ele normalmente não é assinado. Assim como um advogado faria, escritores de editoriais discutem sobre um argumento que já foi feito e tentam persuadir os leitores a concordar com eles acerca de determinado assunto atual e polêmico. Essencialmente, um editorial é um artigo de opinião com um pouco de notícias. 

Editoriais são feitos para influenciar a opinião pública, promover o pensamento crítico e, ocasionalmente, fazer com que pessoas tomem uma atitude em relação a determinado assunto. Seu tópico deve ser atual, interessante e ter um propósito. Normalmente, há quatro tipos de editorial:

- Explicando ou interpretando. Esse formato é usado para explicar como e porque o jornal ou revista tomou determinada posição sobre algum tema controverso.

- Criticando. Esse formato critica ações ou decisões feitas por terceiros além de oferecer soluções para melhorias. Serve mais para avisar os leitores de que há um problema maior em mãos.

- Persuadindo. Esse tipo é usado para fazer o leitor tomar uma ação, concentrando-se em soluções, e não no problema.

- Elogiando. Esse formato é usado para demonstrar apoio a pessoas e organizações na comunidade que fizeram algo notável.

Editorial, Jornal A Tribuna do Vale 

Meu nome é Elenice Weber Apodaca, sou graduada em Letras e faço parte da equipe do Jornal A Tribuna do Vale, há mais de seis anos. Atualmente realizo a revisão textual da edição impressa do jornal, bem como participo ativamente da elaboração das matérias, inclusive sou responsável pela construção dos editoriais, representando a equipe e em consenso com a mesma. 

No contexto da elaboração do editorial, alguns pontos, base, valem ser observados neste momento, para seu entendimento, leitor. Pontos como os que afirmam que a objetividade e a imparcialidade não são características dessa tipologia textual, uma vez que o redator dispõe da opinião do jornal sobre o assunto narrado.

Outra questão considerada pelo editor ao elaborar um editorial é instigar, ou seja, motivar e promover o leitor à leitura dos conteúdos publicados nas próximas páginas do jornal, uma vez que o editorial geralmente é apresentado na página 02 da edição.

Acima, fiz questão de colocar uma explicação bem clara, sucinta e objetiva elaborada por uma colega, graduada em Letras, que retirei do site Brasil Escola; um site que é muito acessado por profissionais da educação; para você, leitor, ter melhor entendimento do que é um editorial.

Na edição anterior, nº 411, de 10 de fevereiro, escrevi um editorial focado em dois assuntos. O primeiro, com o título 'Superação', relacionado à uma matéria que contou a história de uma mulher guerreira, que está vencendo, com muita fé, um câncer de mama. Foi uma matéria elaborada pelo jornal, visto que, no início de fevereiro comemora-se mundialmente ações em combate ao câncer.

O segundo assunto do editorial teve como título 'Hospital', devido à publicação de três páginas do jornal com matérias referente ao Hospital Nossa Senhora Aparecida de Rio do Campo. Este editorial, nos últimos dias foi motivo de citações e opiniões na internet. Algumas das opiniões foram sábias, outras ignorantes, outras também com citações claras de que a pessoa desconhece a tipologia textual de um editorial, pois é um texto que não pede imparcialidade e não se trata de uma reportagem, mas sim um artigo. E ainda, algumas opiniões ofensivas e desrespeitosas com o intuito de denegrir e forjar opiniões negativas ao jornal.

Pontos relevantes

Na elaboração do editorial 'Hospital', em nenhum momento o texto citou nomes ou grupos específicos.

Dentro das características para a elaboração de um editorial, como a crítica e a persuasão, durante a elaboração usei metáforas como 'anjos do bem' e 'anjos do mal', indicando 'pessoas boas' e 'pessoas indiferentes, má intencionadas'. A metáfora é uma figura de linguagem em que um termo substitui outro em uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam. Essa semelhança é resultado da imaginação, da subjetividade de quem cria a metáfora. A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo comparativo não está expresso, mas subentendido.

Mas com certeza, quis despertar quanto a atitudes desnecessárias e negativas para o hospital, que é de todos. Sendo que, ao invés, pode-se tomar o exemplo do Pe. Cornélius, que pensou no bem de todos. O nome do principal fundador do hospital, Pe. Cornélius, foi citado como exemplo bom e positivo. E não como uma invocação a algo ruim, como sugere uma das opiniões.

Estou errada ao citar, em outras palavras, que quem deseja o mal é uma pessoa má e quem pratica o bem é uma pessoa boa? Por ventura é possível coletar água doce do mar que é salgado? Na minha opinião, uma política vulgar que vem sendo praticada por 'alguns' não é uma justificativa plausível para cancelar qualquer tipo de ajuda ao hospital.

O jornal só tem plantado discórdia entre as famílias riocampenses?

Esse foi um dos termos usados na opinião de um cidadão na internet. Primeiramente, o jornal não é um objeto que se materializa com um passe de mágica, mas é formado por uma equipe e constituído por uma empresa que tem compromissos e responsabilidades. Por traz desta empresa tem uma família e toda esta família faz parte da equipe do jornal. Quando qualquer ofensa for direcionada ao jornal não será para a matéria, para o papel ou qualquer que seja a visão ótica, será direcionada à uma família.

Realmente, citar que o jornal só planta discórdia entre as famílias, ou seja, além de querer afirmar que o jornal não faz outra coisa... Mostra a vontade de querer denegrir diretamente o jornal e a família do jornal. Uma expressão sem fundamento e infame, pois o prazer da equipe JATV é de contar histórias de famílias riocampenses e da região, seja de superação, de trajetórias de vidas, de exemplos, enfim...

Plantaríamos discórdia se optássemos em relatar alguns fatos ocorridos há alguns meses atrás e outros ainda mais antigos. Se, por exemplo, transcrevêssemos em palavras alguns áudios que temos em arquivo, de cidadão relatando o que faria com o jornal e outras pessoas riocampenses. E esse é só um exemplo que cito. Ah, e cito superficialmente para não causar discórdia.

O objetivo do jornal é agradar àqueles que hoje o sustentam? 

Por esta infeliz colocação de um cidadão na internet, eu agradeço, pois é uma oportunidade de relatar, em poucas palavras, sobre esse assusto que tanto é falado entre alguns grupos.  

Em resposta a palavras que o jornal foi fundado com muito carinho, com certeza, conforme aponta em nossos arquivos, a primeira edição do Jornal A Tribuna do Vale foi criada em 2002, com muito carinho, mas carinho e amor ao interesse próprio/político. Pois possuímos os chamados 'arquivos morto', que estão guardados em nosso escritório, na redação do jornal e convido você leitor a vir tomar um café conosco e aproveitar para fazer a leitura desses exemplares antigos, desde os primeiros. Então você poderá comprovar qual era o foco das notícias naquele período, e que este cidadão, que usou a internet para se expressar a fim de denegrir este atual jornal, fazia parte de inúmeras notícias de favorecimento próprio e político.

Também temos em arquivo antigos blocos de notas e a emissão das notas fiscais comprovam que o faturamento do jornal, em período anterior à atual administração deste periódico, era quase totalmente proveniente de dois órgãos públicos do município e com valores bem expressivos, considerando que naquele período o jornal somente circulava duas vezes ao mês e não possuía nenhum assinante.

Mas este modelo antigo, só faz parte mesmo dos nossos arquivos. Pois vou finalizando com um exemplo simples e de fácil entendimento sobre o nosso trabalho, hoje para entregar todos os exemplares semanalmente são necessárias mais de 24 horas, entre as quintas, sextas-feiras e sábados. São embalados e etiquetados mais de mil exemplares, um trabalho realizado em família e em equipe nas noites das quintas-feiras e madrugadas das sextas-feiras. Por tanto, você assinante e anunciante faz parte desta grande família e tem nossa gratidão.

E por fim, é relevante colocar que a empresa Jornal A Tribuna do Vale passou a existir, dentro dos parâmetros da lei, a partir de 2010, quando enfim, através do proprietário Wagner Sorrilha Apodaca, foi feito o registro em cartório, que antes não existia.



colunas

Luiz Carlos Prates


Apóstolos Olímpio e Iracema




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