Coluna/Emerson Lima

As 'galegas' e a banalização da morte

    Morrer sempre foi um dos últimos problemas da humanidade em diversas culturas insolucionáveis, tendo em vista que por séculos se busca uma medicina imortal, um elixir para tornar quem vive neste mundo, eterno. E como nos relata as Escrituras Sagradas, todos passarão pelo portal da finitude física-material. Jesus, nosso Deus Encarnado mostrou o Caminho para seus discípulos quando Sua vida teve seus últimos suspiros celulares. Os mortos sempre serão enterrados e os vivos sempre morrerão. O que não foi compreendido ainda é que o foco de Jesus é no que está para além da morte e não apenas no fato de morrer.

     Nas últimas décadas, a compreensão da vida se alargou a tal ponto que a morte começou a ser banalizada e esquecida; já não mais ensinam como agir diante dela. Os novos tempos e a cultura rasa pedem para negligenciar a morte, tirando dela o seu sentido. O que em outros tempos era visto como um mistério, respeitado e até certo ponto venerado, hoje se encontra comparável à morte de outros seres da cadeia animal.

    Todos os dias nas televisões, filmes e telejornais, vemos a morte e de tanto que ela é retratada já existe uma espécie de anestesiamento diante dela. Já não tem mais o mesmo respeito e veneração. Em tempos passados ficávamos refletindo por dias ou semanas sobre o fato de alguém ter morrido. Também quanto ao tempo de velório; o respeito que se tinha... Hoje nas casas mortuárias nos deparamos com piadas, fofocas, olhares curiosos e distantes, risadas descompassadas e muita pressa. Muita pressa mesmo! Querem esconder a morte! Querem engolir o choro e maquiar o sofrimento. Ao dizer, "não chore!" para alguém que perdeu um ente querido ou acalmá-lo com pensamentos absurdo e frases bobas e vazias é o mesmo que não conseguir 'digerir' a morte.

    Quando não se sabe lidar com ela, se banaliza. Quando não se conhece o mistério, não se respeita. A morte é um mistério para quem fica e um mistério para quem vai.

     Ultimamente os serviços de comunicação tem divulgado uma morte tantas vezes ao ponto de se tornar ridículo. Ali a morte não foi respeitada: foi banalizada! Um absurdo tamanho, que até o serviço religioso era vergonhoso. O viúvo viveu mais uma vez usando o momento como palco político para... "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". "Repetir uma inverdade várias vezes por muitas vezes pode se tornar uma verdade". Talvez fosse este o desejo do viúvo. Não teve velório, não teve celebração religiosa, não teve respeito diante da morte. Foi banalizada!

     Certamente, por este motivo e tantos outros que Jesus não focou a morte, mas a vida eterna. Ao olhar Cristo na cruz, ao olhar uma criança no caixão ou uma senhora mulher morta, o nosso respeito deverá ser sempre o mesmo.

    A morte precisa ser respeitada. A morte tem seu valor em si. A morte é a única esperança da humanidade! Graças a Deus existe a morte! Ainda não conhecemos a morte e diante dela, nada mais que um venerável silêncio, para que ela não seja tão banalizada!

Padre Saule Dias



colunas

Luiz Carlos Prates


Apóstolos Olímpio e Iracema




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