Coluna do Prates

 

Ele não para

01 Fevereiro 2017 13:50:00

Ele tem idade para estar num asilo... Tem idade para fazer biquinho e ser dengoso, tem idade para estar parado lá no portão da frente só esperando por outros iguais a ele para, juntos, se queixarem da vida ou conversarem bobagens sobre o nada... Mas não...

Ed Whitlock tem 85 anos, é canadense de Toronto e o melhor e maior recordista "velho" das melhores maratonas do mundo. A última de que participou, e foi até o fim, foi a de Toronto, 42.195 metros, maratona mesmo, não dessas corridinhas que fazem por aí e chamam de maratona, como a São Silvestre de apenas 12 quilômetros e pouco. Fichinha para o "velho" Whitlock.

Médicos e pesquisadores andam atrás dele, afinal, ele tem que explicar para os "delegados" da saúde como é que se faz isso aos 85 anos... E mais. Whitlock não toma remédios, não toma energizantes, não se envolve com nada dessas frescuras que os corredores costumam seguir para ter boa performance. Ele diz que quer "apenas" cumprir os trajetos, marcar bons tempos e, acima de tudo, cruzar as linhas de chegadas. Prazer puro.

Pois é aí que está a energia do "velho" canadense, ele corre por paixão, por amor à corrida, para tentar chegar a algum lugar, e esse lugar é a linha de chegada, meramente um símbolo que na cabeça dele significa realizar-se. O de que todos nós precisamos.

De nada nos adianta remédios, exercícios sofridos e antipáticos, regimes de toda sorte, penares, enfim, se lá no fundo da nossa cabeça não existe um objetivo. E o objetivo não pode estar nos resultados meramente físicos obtidos na academia ou na dieta, o melhor dos resultados tem a ver com o "Everest" que deve existir na nossa cabeça como sonho a ser escalado e vencido. Mas não é necessário que o vençamos no sentido maior da expressão, é preciso, isso sim, ter esse "Everest" na cabeça. Poucos têm, bem poucos. A maioria anda vivendo por viver, sem objetivos inflamatórios, isto é, daqueles que nos inflamam no melhor sentido. Não é outra a razão de tantas ansiedades, estresses e depressões, as vidas andam vazias, ainda que aparentemente muito ocupadas. Quem tem um foco por que lutar, corre... Corre como o faz o "velho" Whitlock, corre para chegar, para vencer a si mesmo, a melhor de todas as vitórias.

VERDADE

Fulton J. Sheen, um dos maiores bispos católicos dos Estados Unidos, falecido em 1979, emérito pregador, disse um dia que: - "Os filhos acabam por desprezar os pais que não têm firmeza moral"... Bah, atingiu a maioria com essa fala. O que mais se vê hoje é pai boboca, felizão o tempo todo com as filhas e filhos, incapaz de puxar-lhes a corda da disciplina e das severidades, banana em forma de pai, educador de frivolidades e beijinhos de fazer média ou negócios. Vão ver o que é bom mais tarde...

MANCHETE

Manchete de um jornal de São Paulo: - "Pedagogia atrai pela facilidade no ingresso". Tem cabimento alguém fazer um vestibular só porque é fácil e com isso chegar à Universidade? Em países sérios, de educação elevada, Pedagogia é um curso distinto, mas aqui... Nem vou dizer o que penso, tenho duas amigas que fazem Pedagogia, coitadas. Quem de fato tem pai e mãe não faz Pedagogia, não no Brasil.

FALTA DIZER

E o que disse acima, da Pedagogia, grito agora para os desavisados que querem ser famosos na vida, os que vão para a faculdade de jornalismo. Bah, coitados, não sabem o que os espera durante o curso e, pior ainda, depois. Quem avisa, amigo é.



colunas

Luiz Carlos Prates


Apóstolos Olímpio e Iracema


Padre Saule Dias



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