Coluna do Prates

 

Felicidade

16 Janeiro 2017 17:40:00

Leio tudo que posso sobre felicidade. É assunto inesgotável e cansativo, mas indispensável, ora bolas... Acabei de ler sobre uma pesquisa - num site - sobre nossas expectativas diante da felicidade. Quando digo nossas é porque a pesquisa foi feita com o objetivo de trazer orientações a todos nós, afinal, quem não quer ser feliz?

Eu não voltaria tão cedo a este assunto, felicidade, não fosse por uma razão especial. Um aspecto da pesquisa que americanos e ingleses fizeram me cutucou. Foi a questão sobre produtividade no trabalho e infelicidade. Basicamente, a pergunta era: até que ponto uma pessoa infeliz, ou costumeiramente encrencada, produz mal no seu trabalho profissional? Em outras palavras, até que ponto levamos para o trabalho a nossa infelicidade "lá de fora"? Essa pergunta, que aparentemente faz sentido, a meu juízo precisa ser muito bem pensada. Vamos lá.

Quem gosta do que faz, quem ama o seu trabalho, quem o escolheu por amor, vocação, o que for, costuma ser pessoa produtiva no seu dia a dia profissional. Esse tipo de pessoa "compensa" sua infelicidade na vida com as gratificações que encontra no trabalho. Mas é bom prestar atenção: a pessoa tem que gostar do trabalho que faz, não pode ser um "bico", um quebra-galho, um trabalho comum, desses de onde a pessoa tira apenas o salário mensal. Nesses casos, o infeliz "lá de fora" será infeliz "dentro" do trabalho.

O mundo está cheio de belos, magníficos exemplos de pessoas que em suas vidas particulares eram um desastre, mas que no trabalho foram inexcedíveis. Mando longe a pesquisa que diz que pessoas felizes fora do trabalho também são felizes no trabalho. Só o serão se houver um casamento por amor da pessoa com sua atividade, aí sim, nesse caso a pessoa poderá ver-se como feliz no todo, dentro e fora do trabalho. Mas isso é para muito pouca gente. O que mais se vê é gente de cara feia com a vida, lá fora, e com a cara pior ainda no ambiente de trabalho. E assim, é óbvio que suas produtividades profissionais não serão boas.

Para terminar, que fique claro, uma pessoa não poderá ser feliz na vida se não tiver passado pela felicidade no trabalho, impossível. E se gostar do seu trabalho, se for pessoa obstinada em qualificação continuada, será feliz, ainda que "lá fora" ande aos tropeços. Produtividade só a podem produzir os felizes "no trabalho, o resto é perda de tempo de pesquisador fajuto.

REBANHO

Novelas estão perdendo audiência para programas de jornalismo. Ótimo, se isso representar amadurecimento do "rebanho", o que duvido. O jornalismo cresce diante das tragédias, das notícias ruins, do pior da condição humana. Não é um consumo saudável, resultante de cabeças cidadãs, não é... Quanto às novelas, já falo.

NOVELAS

As novelas perdem audiência? Pudera. Acabaram as novelas com boas e saudáveis histórias, romances, tramas, suspenses e bons atores e atrizes. Hoje é safadeza descarada, linguagem chula, palavrões e muito sexo. O beijo não é mais o beijo ilustrativo do amor, é beijo de motel de beira de estrada... O sujeito mais safado se enjoa diante das cenas. Mas eu sei, as tevês tentam conquistar a maioria do povo... Dá nisso, sujeira e promiscuidade rasteira. E a audiência fica no esgoto.

FALTA DIZER

As praias catarinenses estão tomadas de gente sem educação, chula mesmo. Programas de tevê estão procurando por exceções para serem entrevistadas... Não acharam, até agora. Sem falar na poluição das águas, no lixo e nos desrespeitos. E dentre os "praieiros", gostaria de saber quantos leram um livro nos últimos cinco anos...



colunas

Luiz Carlos Prates


Apóstolos Olímpio e Iracema




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