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Milena

'Agosto Lilás pelo fim da violência contra as mulheres' por Milena Popadiuk

Confira o texto da colunista do JATV

Agosto Lilás, esse é o nome da campanha nacional realizada anualmente durante o mês de agosto que busca a conscientização pelo fim da violência contra mulheres e meninas. E este mês também a Lei Maria da Penha completa 14 anos.

O mês de agosto destaca a campanha Agosto Lilás que visa conscientizar pessoas sobre a violência sofrida pelas mulheres, no entanto, é necessário que a sociedade faça mais do que movimentos e campanhas, pois garantir a proteção das mulheres é dever de todo cidadão. Dessa forma, precisamos denunciar, bem como lutarmos nas causas da violência, devemos lutar contra a perpetuação do patriarcado.


Existem vários tipos de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

-Física: quando o agressor pratica qualquer ato que prejudique a saúde física ou a integridade do corpo da mulher;

-Psicológica: pode ser emocional ou verbal e consiste em atitudes e ações que causem mal-estar e sofrimento psicológico à mulher;

-Sexual: ações em que a mulher é forçada à prática sexual ou outros atos libidinosos, mediante ameaças, agressões ou qualquer outro meio que comprometa o livre consentimento;

-Patrimonial: são aquelas práticas não legais ou não éticas que causem à mulher prejuízos em seus direitos patrimoniais;

-Moral: se dá quando a mulher é insultada em sua moral, quando sofre qualquer conduta que configure calúnia, injúria ou difamação praticada pelo agressor.


O que podemos perceber nos noticiários é que a violência ainda acontece, mais intensa no cenário pandêmico que estamos vivendo. O isolamento social passa a ser ainda mais violento. Segundo o Instituto Maria da Penha a violência doméstica teve um aumento de até 50% em alguns estados durante o confinamento.

Mas com base em leituras, identificamos que a Lei Maria da Penha já acima mencionada, sofreu inúmeras alterações que foram extremamente positivas, o que faz da nossa legislação uma das melhores do mundo.

Mas lembrando que tudo que está na lei nem sempre é exercido, e que somente a legislação não é suficiente para mudar o cenário violento. Por isso precisamos exercer nosso papel, pois sempre acreditei que para dar um basta na violência contra a mulher é preciso, sobretudo, educar o ser humano desde a infância até a idade adulta, de maneira permanentemente e continua, com objetivo de forma verdadeiros cidadãos, íntegros.

Somente criar leis e dar voz às mulheres, sem atacar a "causa maior", nunca foi e nunca será suficiente para reduzir o alto índice de agressões e mortalidade contra a figura feminina. É necessário falar a mesma língua em todas as esferas da sociedade, pois somente desta maneira conseguiremos dar um basta.

"Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas" - Audre Lorde.

Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180



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