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Coluna JATV

'Cuidados Paliativos' por Milena Popadiuk

Confira o texto da colunista do JATV

Os cuidados paliativos foram definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como ações que consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, ou seja, como uma forma de aliviar o sofrimento com compaixão, controlando os sintomas e a dor, buscando oferecer qualidade e bem-estar enquanto o paciente estiver sendo assistido.

Os cuidados paliativos se centram na qualidade e não na duração da vida. Oferecem assistência humana e compassiva para os pacientes que se encontram nas últimas fases de uma doença que não pode mais ser curada, para que possam viver o mais confortavelmente possível e com a máxima qualidade.

Receber cuidados paliativos não significa que não haja mais nada a fazer por você ou pela pessoa que você ama. Isso simplesmente indica que o diagnóstico é de uma doença crônica grave, que ameaça a vida, e que uma equipe, juntamente com os profissionais especialistas na enfermidade, irá cuidar de quem está doente e daqueles que o cercam. Ou seja, "há muito a fazer" pelo paciente.

Claro que é muito angustiante receber o diagnóstico de uma doença grave. Ela costuma vir acompanhada, além dos sintomas físicos, de questões profundas de ordem social, psicológica e espiritual. Um diagnóstico difícil traz à tona questões como o medo da morte, a apreensão em deixar a família desamparada, conflitos do passado e até problemas de ordem prática, como o afastamento do trabalho e a consequente queda de renda, entre outras.

Um estudo americano que analisou a evolução de pessoas com câncer de pulmão avançado mostrou que aquelas que receberam cuidados paliativos precocemente, associados ao tratamento usual da doença, tiveram melhor qualidade de vida e menos sintomas depressivos de que as que receberam só a terapia convencional.

E, apesar de ter se submetido a menos procedimentos agressivos no fim da vida, o grupo dos paliativos viveu quase três meses a mais. O experimento foi considerado um divisor de águas e, somado a outras evidências, influenciou a Sociedade Americana de Oncologia Clínica a recomendar a introdução dos cuidados paliativos ainda no diagnóstico.


Fazem parte dos princípios dos cuidados paliativos:

-Respeitar a dignidade e autonomia dos pacientes.

-Honrar o direito do paciente de escolher entre os tratamentos, incluindo aqueles que podem ou não prolongar a vida.

-Comunicar-se de maneira clara e cuidadosa com os pacientes, suas famílias e seus cuidadores.

-Identificar os principais objetivos dos cuidados de saúde a partir do ponto de vista do paciente.

-Prover o controle impecável da dor e de outros sintomas de sofrimento físico.

-Reconhecer, avaliar, discutir e oferecer acesso a serviços para o atendimento psicológico, social e questões espirituais.

-Proporcionar o acesso ao apoio terapêutico, abrangendo o espectro de vida através de tratamentos de final de vida que proporcionem melhora na qualidade de vida percebida pelo paciente, por sua família e seus cuidadores.

-Organizar os cuidados de modo a promover a continuidade dos cuidados oferecidos ao paciente e sua família, sejam estes cuidados realizados no hospital, no consultório, em casa ou em outra instituição de saúde.

-Manter uma atitude de suporte educacional a todos os envolvidos nos cuidados diretos com o paciente.


Todos nós somos seres "terminais", pelo menos na esfera física. Começamos a "terminar" no dia que nascemos. A única diferença entre quem não tem uma doença incurável e quem tem é que quem está doente tem seu tempo de vida mais bem delimitado e os outros, não. Os outros costumam viver com uma certa ilusão de eternidade. Para quem tem seu tempo mais delimitado, cada minuto vale muito! Um minuto com dor é uma eternidade e um momento de alegria, também.

Já ouvi muito essa frase: "Sabe o que eu acho? Que a dor da saudade vai ser menor do que a dor de vê-lo sofrendo". E essa frase que muitas vezes ouvimos, não há prova de amor maior. Pois amar significa confiar, largar e deixar fluir.



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