Campanhas dos candidatos à Presidência acionaram a Justiça Eleitoral alegando possível desigualdade na distribuição de conteúdos e anúncios nas plataformas da empresa

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, comprove em até 24 horas quais medidas adotou para garantir igualdade de tratamento entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, durante o segundo turno das Eleições 2026.

A decisão foi proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que atua como juiz auxiliar da propaganda eleitoral no segundo turno.

Caso a empresa não demonstre o cumprimento integral das medidas determinadas pela Justiça Eleitoral, a multa diária poderá chegar a R$ 1 milhão.

Meta já havia recebido prazo anterior

A nova determinação ocorreu após a empresa não apresentar todas as informações dentro de um prazo inicial de 72 horas.

Segundo a decisão, a Meta deverá detalhar as providências adotadas para garantir a isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais.

O ministro destacou que os prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral devem ser cumpridos diante da proximidade do segundo turno.

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro acionaram o TSE

A campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral alegando possível restrição seletiva na distribuição de publicações e eventual desigualdade no impulsionamento de anúncios.

Segundo a representação, conteúdos relacionados à candidatura poderiam estar recebendo tratamento diferente nos sistemas de recomendação das plataformas.

A campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou reclamação semelhante ao TSE.

Com isso, as duas candidaturas passaram a questionar a atuação das plataformas da Meta no tratamento dos conteúdos eleitorais durante a disputa presidencial.

TSE quer informações sobre algoritmos e alcance de anúncios

Entre os esclarecimentos solicitados, a Justiça Eleitoral quer informações sobre o funcionamento dos sistemas de recomendação de publicações.

A Meta também deverá apresentar dados relacionados ao alcance dos anúncios das duas campanhas.

O TSE solicitou ainda informações sobre possíveis redes de perfis inautênticos e sobre conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados de forma sintética.

Os relatórios devem ser apresentados em português e precisam diferenciar as medidas executadas por determinação judicial daquelas adotadas por iniciativa da própria empresa.

Meta afirma ter adotado medidas

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, a Meta afirmou que adotou medidas para restringir recomendações relacionadas aos candidatos, em cumprimento às regras eleitorais.

A empresa também informou ter implementado ajustes adicionais em seus sistemas.

O caso segue sob análise da Justiça Eleitoral durante a reta final do segundo turno presidencial.

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Fonte: Agência Brasil / NSC

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