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Editorial

Editorial JATV - Qual é a outra opção a não ser a hidroxicloroquina?

O medicamento pode não ser o ideal. Mas é o que temos para o momento

Imagine um avião pegando fogo. Qual é a atitude óbvia de quem está à beira da morte no voo? Tentar se salvar de qualquer forma. Eis que surge um paraquedas. Você o encontra, coloca nas costas e quando vai saltar, ouve dos comissários de bordo: "Ei, esse paraquedas está aí, mas não há comprovação científica que ele abrirá e funcionará no momento certo". Qual seria a sua decisão? Pularia do avião sem usar? Ou mesmo sem a comprovação científica, tentaria?

Esse é o dilema para os pacientes que foram diagnosticados com a Covid-19. O medicamento hidroxicloroquina tornou-se uma guerra política de narrativas. Os que defendem o uso dela, são taxados de irresponsáveis, pois não há comprovação científica que o medicamento possa curar quem tenha sido infectado pelo Coronavírus. Quem não defende é visto como louco, pois é a única alternativa para tentar salvar as pessoas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu a suspensão de testes com o uso da hidroxicloroquina no tratamento da infecção pelo novo coronavírus, pois ela proporciona efeitos colaterais e não cura todas as pessoas. Porém, qual é o medicamento que não possui efeitos colaterais? Será que suspenderão a quimioterapia por não salvar todas as pessoas diagnosticadas com câncer? Em vários países do mundo, a OMS tem sido alvo de chacota pelos seus posicionamentos. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, sequer médico é. Portanto, o embasamento científico é extremamente discutível, pois ele é apenas um pesquisador.

Tedros da OMS não tem a simpatia do governo brasileiro pelo seu posicionamento. Quando estava prestes a cair nas graças da oposição a Bolsonaro, declarou que fechar todos os comércios não é a solução, pois as pessoas precisam trabalhar. Ou seja, caso venha ao Brasil, possivelmente não será recebido por nenhuma ala política pelos seus posicionamentos discutíveis.

O medicamento pode não ser o ideal. Mas é o que temos para o momento. O Dr. Paulo Cunha de Rio do Sul confirmou que a cloroquina foi usada em um paciente de Rio do Sul que está recuperado. O paciente de Salete, que conforme reportagem do JATV, possui comorbidades com certa gravidade, também fez uso do medicamento e disse que isso lhe ajudou muito na sua recuperação. Por qual motivo ainda existem pessoas que "se arrepiam" ao ouvir o nome desse remédio?

A verdade é que ainda não conhecemos essa "praga" da Covid. Quando você vê "estudiosos" e "intelectuais" falando sobre isso, saiba que se "apertar", serão obrigados a confessar que o que dizem é extremamente discutível e absolutamente nada comprovado. Portanto, só saberemos quem e o que está certo num futuro próximo. Acreditar em alguma coisa é obrigação nossa. Mas sem se iludir. De qualquer forma, esperamos que o Coronavírus continue "calmo" no Alto Vale. As mortes precisam ser motivo de lamento e reflexão, porém, também são discutidas até entre familiares dos falecidos na nossa região. Que ninguém entre nesse "avião pegando fogo". Mas se lá estiver, qual seria a sua opção? Usar o "paraquedas hidroxicloroquina" ou não? 


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