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Eleições 2022

Quem segura Bolsonaro em 2022?

Confira o editorial do JATV

O governo Jair Bolsonaro passou nos últimos três meses por uma tempestade política perfeita. Mas se a disputa presidencial fosse hoje, ele seria reeleito. Essa é uma das principais conclusões de um levantamento exclusivo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 18 e 21 de julho, encomendado pela Revista Veja.

Em um dos cenários de primeiro turno, Bolsonaro subiu de 27 para 29%. Sergio Moro caiu de 18,1 para 17,1%. Haddad foi de 14,1 para 13,4%. Os outros tiveram menos que 10%. Em um segundo cenário, com o até então inelegível Lula, Bolsonaro também tem larga vantagem. O atual presidente cresceu para 27,5%, enquanto o ex-presidente e ex-presidiário Lula caiu para 21,9%. Nesse cenário, Sergio Moro fica com 16,8%. Os outros, mais uma vez, não chegam aos dois dígitos. Por fim, em um terceiro cenário sem Moro, Bolsonaro atinge incríveis 30,7%. Seu principal adversário seria Haddad com menos da metade das intenções de voto (14,5%).

A pesquisa também mediu o "mano a mano". Em um eventual segundo turno, Bolsonaro bateria todos os seus oponentes. Ele teria 46,6% contra 32% de Haddad. O atual presidente também contou com 44,7% se a disputa fosse contra Moro, que atingiu 35%. No terceiro cenário, contra Lula, Bolsonaro vai a 45,6% enquanto o PTista fica com 36,4%. Contra Ciro Gomes, Bolsonaro "nadaria de braçada": 48,1% de Bolsonaro contra 31,1% de Ciro. O penúltimo cenário indica o melhor número para o atual presidente. Ele teria 51,7% contra João Dória. Por fim, Bolsonaro alcançou 50,8% contra Luciano Huck, que atingiu 27,6%. Nenhum desses cenários fecha o número 100%, pois havia as alternativas "Nenhum deles" e "Não sei".

É verdade que ainda faltam dois anos para as eleições presidenciais, e até lá, muita coisa pode mudar. Mas com praticamente metade do seu mandato concluído, o atual mandatário do poder executivo não vê adversário algum "na sua cola". Veleja calmamente por mares ouriçados. Mesmo com críticas diários dos chefes do poder legislativo, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, além de "dificuldades no relacionamento" com o STF, que recentemente censurou alguns perfis de pessoas que apoiavam Bolsonaro no Twitter, nada parece abalar o capitão da reserva. Aliás, alguns dizem que foi a facada que levou que o elegeu em 2018. Dessa vez, ao invés da facada, será inevitável dar os créditos da sua possível reeleição aos seus opositores.

Os que se elegeram usando o seu nome, agora se mostram ferrenhos desafetos. O pior é que eles têm se saído muito mal. O PT está quieto. Se falassem mais, estariam em lençóis ainda piores. Enquanto o Jornal O Globo pediu para o país desculpar o PT, sua presidente Gleise Hoffmann, no alto da sua humildade, disse que o partido não precisa pedir perdão. Enquanto esse for o nível dos seus opositores, Bolsonaro poderá brincar com Cloroquina e com a Ema do palácio o quanto quiser. Ou se faz uma oposição nova e inteligente, ou a faixa presidencial seguirá com o Jair.


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