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- Carlos, Carol, Jorginho, Flávio e Valdemar Costa Neto: tudo certo e ajustado. Créditos: DIVULGAÇÃO/PL
Ex-presidente define candidaturas em família pelo PL e abre espaço para articulações da oposição com PP e MDB visando 2026
Em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro confirmou em discurso que os nomes do Partido Liberal (PL) para disputar o Senado por Santa Catarina nas próximas eleições já foram escolhidos por Jair Bolsonaro. A chapa será pura e formada com laços de sangue: a deputada federal Caroline de Toni e o vereador carioca Carlos Bolsonaro, que deve transferir seu domicílio eleitoral embalado por uma "relação histórica" com o estado.
A exclusão de Esperidião Amin
A decisão do clã Bolsonaro interrompeu os planos do senador Esperidião Amin (PP), que tentava renovar seu mandato na chapa governista. Com as duas vagas ao Senado destinadas a Carol e Carlos, o PL flexibilizou apenas o espaço de vice-governador, que foi entregue a Adriano Silva, atual prefeito de Joinville pelo partido Novo.
A exclusão de Amin, no entanto, movimentou rapidamente o tabuleiro político catarinense e fez antigos aliados calcularem a distância do projeto do atual governador, Jorginho Mello.
Abrigo no projeto de João Rodrigues
Preterido pelo PL, Esperidião Amin já encontrou espaço nas articulações de João Rodrigues (PSD). O prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo do estado não tem feito rodeios em entrevistas recentes: ele quer Amin como candidato ao Senado em sua chapa para 2026. Segundo informações de bastidores, Amin percebeu o gesto político e já teria autorizado o início das negociações para a aliança.
MDB e o xadrez político
O movimento de Rodrigues não parou no PP. O MDB, antes descartado por incompatibilidade de palanque, agora é tratado como prioridade. O prefeito de Chapecó tem destacado publicamente o peso eleitoral da sigla — que conta com mais de 60 prefeitos, 700 vereadores e robustas bancadas estadual e federal. Se o acordo avançar, o MDB poderá indicar o candidato a vice-governador na chapa.
Enquanto a campanha de reeleição de Jorginho Mello se redesenha sob as exigências bolsonaristas e afasta parceiros históricos, o projeto de oposição liderado por João Rodrigues aproveita a oportunidade para somar alianças de peso. No jogo do poder, as definições de março indicam que muitas peças ainda devem se mover até as convenções de julho.
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Fonte: Alcebíades Santos
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