CMDM cobra respostas após caso que deixou mulher com perna amputada em Rio do Campo
data atualização
05/08/2026 10:18
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher classificou o episódio como tentativa de feminicídio e criticou o silêncio e a demora na adoção de medidas. População aguarda posicionamento da Justiça
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Rio do Campo publicou uma manifestação cobrando respostas das autoridades após o caso que deixou Ângela Correia da Cruz gravemente ferida na comunidade de Santa Maria, em Rio do Campo, no Alto Vale do Itajaí.
O episódio aconteceu na madrugada de domingo, 2 de agosto, após o encerramento de um baile realizado na comunidade. Conforme informações de familiares e testemunhas, Ângela e outro homem foram atingidos por uma caminhonete.
O CMDM classificou publicamente o caso como uma tentativa de feminicídio e criticou a ausência de uma prisão e de informações públicas sobre as providências adotadas.
Segundo informações repassadas à Redação JATV, a Polícia Militar e a Polícia Civil já realizaram os encaminhamentos relacionados ao caso, e o Poder Judiciário foi informado da situação.
Até o fechamento desta matéria, entretanto, não havia confirmação oficial de prisão nem da expedição de mandado contra o suspeito. A família, o Conselho e a população aguardam um posicionamento da Justiça.
Conselho questiona silêncio após o caso
Em uma arte divulgada nas redes sociais, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher destacou que quatro dias haviam se passado desde o episódio sem que uma prisão tivesse sido efetuada.
“Não adianta falar em Agosto Lilás se, quando uma de nós sofre uma tentativa de feminicídio, o silêncio prevalece”, afirmou a entidade na publicação.
O material também apresenta os questionamentos: “Estamos protegidas?” e “Por quem?”, além da frase “O silêncio dos bons nos assusta”.
Na legenda, o CMDM afirmou que este seria o segundo caso de violência extrema contra uma mulher registrado na região nos últimos dias.
A entidade ressaltou que o medo e a insegurança aumentam entre as mulheres enquanto a vítima enfrenta as consequências do ocorrido e aguarda respostas das autoridades.
Entenda o que aconteceu
Segundo informações repassadas por familiares e pessoas que estavam no local, o baile havia terminado e os participantes se organizavam para retornar às suas residências.
Nesse momento, A.S. teria utilizado uma caminhonete para avançar em direção a Ângela, que estava próxima aos veículos estacionados.
Durante a movimentação, outro homem também teria sido atingido. Na sequência, a caminhonete alcançou Ângela e a comprimiu contra o automóvel pertencente à própria vítima.
Não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde do outro homem envolvido.
As circunstâncias que antecederam o caso e a possível motivação ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Suspeito teria abandonado a caminhonete
Após o ocorrido, A.S. teria abandonado a caminhonete no local e fugido a pé em direção a uma área de mata próxima à comunidade de Santa Maria.
A Polícia Militar esteve no local e realizou os primeiros procedimentos relacionados à ocorrência. O veículo utilizado permaneceu à disposição para as medidas necessárias.
A.S. é tratado como suspeito. Sua eventual responsabilidade deverá ser definida após a conclusão das investigações e no decorrer do processo judicial.
Ângela precisou passar por cirurgia
Ângela Correia da Cruz recebeu atendimento de emergência e foi encaminhada para uma unidade hospitalar de Rio do Sul.
Em razão da gravidade das lesões, ela precisou passar por cirurgia. Conforme informações fornecidas pela família, foi necessária a amputação da perna direita acima do joelho.
A vítima permanece em recuperação, acompanhada por seus familiares.
Agosto Lilás precisa representar ação, afirma Conselho
A manifestação do CMDM ocorreu durante o Agosto Lilás, campanha dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Para a entidade, a campanha não pode permanecer somente no campo da conscientização.
“O Agosto Lilás não pode ser apenas uma campanha de conscientização. Precisa representar ação, prevenção, justiça e proteção”, afirmou o Conselho.
O CMDM também declarou que o silêncio, a omissão e a demora na adoção de providências preocupam e ampliam o sentimento de insegurança.
Família e população aguardam posicionamento
A família de Ângela pede que todas as circunstâncias sejam esclarecidas e que o caso receba a atenção necessária das autoridades.
Familiares, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e moradores aguardam um posicionamento oficial sobre o andamento da investigação e as providências judiciais que poderão ser adotadas.
Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial de que A.S. tivesse sido localizado ou preso.
O espaço permanece aberto para manifestações da Polícia Civil, do Poder Judiciário, do Ministério Público e da defesa do suspeito.
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