URGENTE: PSD vai expulsar Topázio e manter João Rodrigues na disputa ao Governo de SC
data atualização
13/03/2026 10:19
Em reviravolta, prefeito de Chapecó confirma pré-candidatura; partido acusa prefeito de Florianópolis de traição ao apoiar reeleição de Jorginho Mello
O cenário eleitoral de Santa Catarina sofreu mais uma reviravolta drástica. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), confirmou nesta sexta-feira (13) que mantém firme a sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Além disso, o PSD tomará medidas enérgicas contra o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que declarou apoio à reeleição do atual governador Jorginho Mello (PL).
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada em Chapecó, onde Rodrigues esteve ao lado do presidente estadual do partido, Eron Giordani.
Com o aval do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, uma reunião da executiva estadual já foi convocada para a próxima segunda-feira. A pauta principal será a abertura de um processo disciplinar que pode culminar na expulsão de Topázio Neto do partido.
Fundo eleitoral e a "traição"
Durante a coletiva, João Rodrigues não poupou palavras e detalhou o que classificou como uma série de traições de Topázio ao projeto do PSD.
Segundo o prefeito de Chapecó, na eleição municipal de 2024, o PSD destinou mais de 30% de todo o seu fundo eleitoral exclusivamente para a campanha em Florianópolis, deixando cerca de 65 dos 95 candidatos do partido no estado sem recursos. Além do dinheiro, o partido filiou o vice-prefeito e deu apoio incondicional à chapa na capital.
“O que a gente esperava é que o prefeito da capital devolvesse a lealdade que nós tivemos com ele”, desabafou João Rodrigues.
Rodrigues acusou Topázio de se aproximar de Jorginho Mello em busca de convênios para Florianópolis, utilizando a máquina pública para desmobilizar candidaturas do PSD. Ele citou que Topázio escalou seu próprio chefe de gabinete para disputar uma vaga de deputado pelo Podemos (partido aliado ao governador) e articulou apoios apenas como "moeda de troca", trabalhando contra o projeto majoritário do PSD.
Resposta a Bornhausen e relação com o Governador
Sobre as recentes declarações do ex-governador Jorge Bornhausen — que em um grupo de WhatsApp do partido afirmou que “política se faz com paciência e não com ameaças” —, João Rodrigues foi respeitoso, porém contundente: "Com todo respeito ao doutor Jorge... eu diria que é o último dos moicanos. Com seus noventa anos tem uma cabeça que é um espetáculo... mas vive ao seu tempo da política. O momento atual mudou muito."
Rodrigues também esclareceu sua relação com o governador Jorginho Mello. Ele revelou que esteve no Centro Administrativo para tratar da liberação de R$ 45 milhões pendentes para obras na Avenida Getúlio Vargas, em Chapecó, recurso travado há um ano. O prefeito reforçou que o diálogo institucional é uma obrigação e que não é inimigo do governador, lembrando inclusive que recusou convites para que sua esposa, Fabi, fosse candidata a vice-governadora pelo PL, optando por manter a lealdade ao seu grupo político.
Os próximos passos
Com o respaldo de Gilberto Kassab, que conversou com Eron Giordani diversas vezes entre quinta e sexta-feira, o diretório estadual tem total autonomia para agir.
O calendário de João Rodrigues segue inalterado: o ato de sua renúncia à prefeitura de Chapecó e o lançamento oficial da pré-candidatura ao Governo de SC estão confirmados para o dia 21 de março, em um grande evento na cidade. Já o futuro de Topázio Neto começará a ser selado na reunião da executiva nesta segunda-feira.
Até o momento da publicação desta matéria, o prefeito de Florianópolis não havia se manifestado sobre as declarações.
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